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Após o COVID-19 as empresas não serão mais as mesmas!


Nas últimas semanas não se fala em outra coisa a não ser a pandemia do novo coronavírus, o COVID-19, que se espalhou por todo o mundo atingindo mais de 200 países e territórios. E não é para menos! Estamos falando de uma verdadeira guerra travada contra um inimigo invisível à olho nu, mas que provoca efeitos devastadores no organismo infectado.

Até o momento os países mais prejudicados por esta pandemia são: Itália, China, Estados Unidos e Espanha. No Brasil, as notificações confirmadas de coronavírus crescem em ritmo acelerado, já em taxas exponenciais (tanto de infectados quanto de mortes). Governos de todo o mundo, inclusive o brasileiro, determinaram o distanciamento social para frear a curva de contaminação ao vírus, dando tempo para que seus sistemas de saúde se preparem para atender aos enfermos. Este distanciamento social, com toda a população em casa e evitando sair dela o máximo possível, tem provocado uma verdadeira mudança nos hábitos de consumo.

A intenção deste artigo não é tratar dos impactos econômicos que o COVID-19 tem provocado, embora seja inevitável falar disso para inclusive embasar nossa percepção, porém, a ideia deste artigo é mostrar os pontos de mudança que as empresas se viram obrigadas a adotarem, assim como, as consequências disto para o futuro. 

Mas o que o distanciamento social tem haver com as empresas?

A resposta é: TUDO! Mesmo que as pessoas se distanciem socialmente, as empresas não podem paralisar suas operações, pois, isto pode significar um risco mortal à saúde financeira da organização. Para contornar esta situação, em cumprimento com as medidas de saúde adotadas pelas autoridades governamentais, todas as empresas de diversos segmentos econômicos se viram obrigadas a alterar completamente a sua forma de operar. Vamos citar dois exemplos:

O primeiro é o exemplo dado pelas lojas de varejo, que com as suas lojas físicas fechadas, adotaram o home office para seus vendedores continuarem a trabalhar. Você deve estar se perguntando: como atender o cliente se a loja física está fechada? A resposta é simples: com o auxílio da tecnologia. Diversas empresas do varejo adotaram as vendas por WhatsApp para continuarem a ofertar produtos e serviços aos consumidores; o processo é simples: O cliente entra em contato com o vendedor, que mostra um catálogo online de produtos. Após a escolha, é gerado um link que direciona o cliente a tela de pagamento (boleto, cartão e carteira virtual são os métodos de pagamento mais utilizados nesta modalidade). Após o pagamento, pronto! O cliente receberá em poucos dias o seu produto.

Para ajudar no marketing desta iniciativa, a ViaVarejo criou um gerador de crachás para seus vendedores, contendo nome e número de WhatsApp.

Note que o vendedor utilizou da sua expertise para vender o produto da mesma maneira que é feito na loja física, a única diferença é que o contato com o consumidor se deu via mensagens de texto e áudio. Uma plataforma de vendas foi utilizada para finalizar o processo de venda. Mas atenção! Todos os processos de apoio e negócio devem continuar operando para que o cliente receba o produto: a separação em estoque, o transporte e a entrega no local indicado.

O segundo exemplo é o de restaurantes e bares. A gente sabe que o sistema de delivery chegou para ficar. O que antes era feito por alguns estabelecimentos, agora se tornou força de lei para todos! Legislações de diversos estados brasileiros liberaram a operação de bares e restaurantes SOMENTE no sistema delivery, ou seja, o cliente pede através de um cardápio, o alimento é preparado e enviado por entregadores até a residência do consumidor, que paga e recebe o produto em sua porta. Pode parecer simples, mas para a operação de uma cozinha/administrativo que nunca operou via delivery, modificar seus processos num tempo tão curto exige muito!

Muitos estabelecimentos de alimentos ainda não haviam adotado o delivery. Agora, com o distanciamento social, se viram obrigados a alterar ou elaborar novos processos nesta frente.

Restaurantes de luxo, por exemplo, que não operavam no sistema delivery por justamente utilizar seu espaço físico como incremento de valor no produto e serviço ofertado, agora se vêem obrigados a adotar o delivery para continuar sua operação e manter a lucratividade. Imagine de um dia para o outro estruturar um canal de vendas (site, app ou rede social), pensar em embalagem, entrega e formas de pagamento que vão até a casa do cliente... perceba os vários processos envolvidos, além das mudanças na operação! Muitos estabelecimentos tiveram de sair da zona de conforto para continuarem funcionando.

É claro que o distanciamento social tem muitos impactos negativos na economia e na saúde financeira das empresas (aliás, o pós-coronavírus traz muita preocupação para governo, economistas, empresários e trabalhadores) mas, é a única medida segura diante de um novo inimigo, que é pouco conhecido pelos médicos e cientistas, o COVID-19. No entanto, o olhar positivo sobre isto tudo que está acontecendo recai sobre a necessidade dos negócios se reinventarem.

Daqui em diante...

Sobre a reinvenção dos negócios, a crise do coronavírus tem provocado uma verdadeira mudança na operação de diversos negócios nos setores afetados pelo distanciamento social. Se antes um restaurante resistia à ideia de vender e entregar via iFood, hoje ele NECESSITA desta plataforma para continuar a operar (já que medidas legais tornaram esta a única forma do estabelecimento continuar as vendas). O varejo também irá repensar sobre a efetividade das suas lojas físicas, fortalecendo ainda mais o e-commerce e, conferindo aos vendedores, um novo papel dentro de sua cadeia de valor.

Em todos os casos, a crise deixa um legado: novos processos, novas oportunidades de negócio, novos canais de atendimento ao consumidor, enfim, novas perspectivas de atuação e incremento de receita. O coronavírus trouxe e ainda trará doses amargas para todos, porém, se podemos vencer esta guerra utilizando as novas ideias e recursos trazidos para o enfrentamento do problema, por quê não pensar e agir olhando o lado bom das coisas?

Por isso, podemos garantir que, após o COVID-19, as empresas e os negócios não serão mais os mesmos!

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